Enquanto uns querem se livrar dos seus créditos a receber, outros transformaram isso em negócio: comprar dívida com deságio é um dos investimentos alternativos mais rentáveis quando bem feito.
O modelo de negócio
É simples: comprar um crédito por uma fração do seu valor nominal (por exemplo, 40%) e recuperar um valor maior — negociando um pagamento parcial com o devedor, executando judicialmente ou esperando que a situação financeira dele melhore. A diferença entre o que você pagou e o que recupera, menos os custos, é a sua rentabilidade.
Exemplo: você compra uma dívida de R$ 60.000 com sentença por R$ 24.000. Se recuperar R$ 48.000 por meio de execução, a rentabilidade bruta é de 100% sobre o capital investido.
Quem compra dívida no Brasil?
Desde grandes fundos que adquirem carteiras bancárias até escritórios de advocacia que compram créditos individuais para executar com estrutura própria, passando por pequenos investidores especializados. Não é preciso ser um fundo: muitas operações são de valores entre R$ 5.000 e R$ 200.000.
As 4 chaves para avaliar uma operação
- A solvência real do devedor: verifique situação cadastral, bens, penhoras e negativação antes de propor.
- Qualidade documental: exija ver notas fiscais, contratos, duplicatas ou a sentença antes de assinar.
- Situação processual: há sentença? Execução em curso? Penhoras? Protesto em cartório?
- Prescrição: confirme o prazo aplicável e eventuais reconhecimentos que o interrompam.
Riscos a considerar
O principal é evidente: não recuperar o investimento se o devedor for insolvente ou entrar em recuperação judicial. Também: custos judiciais se precisar litigar, prazos longos de recuperação e a necessidade de conhecimento jurídico. Diversificar em várias operações menores reduz o risco.
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